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Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio: a Competição mais Tecnológica da História
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14.01.2021

Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio: a Competição mais Tecnológica da História

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14.01.2021

Para muitas pessoas, o ano de 2021 pode ter começado, mas 2020 ainda não acabou. É compreensível: o isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus fez com que o mundo suspendesse ritos, festividades, competições, entre outras celebrações locais e globais.

Para muitas pessoas, o ano de 2021 pode ter começado, mas 2020 ainda não acabou. É compreensível: o isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus fez com que o mundo suspendesse ritos, festividades, competições, entre outras celebrações locais e globais.

maior evento multiesportivo do mundoos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, talvez seja o melhor exemplo de um ano que não acabou. Tanto é que, mesmo depois de adiar a competição para 2021, os organizadores optaram por manter 2020 no nome. Assim, Tóquio 2020 acontecerá entre julho e setembro de 2021, algo inédito na história da competição.

Os japoneses sabem que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio serão como nenhum outro. É provável que, até lá, as restrições de público continuem, o que os obriga a criar estratégias múltiplas. Mas, mesmo diante de tantas correções de rota, o Japão quer tornar o evento um símbolo de comunhão por meio de um dos grandes atrativos do país: a tecnologia.

Líder em áreas como robóticaaeronáutica eletrônicos, o Japão buscará mostrar ao mundo algumas das tecnologias do futuro. Será uma espécie de reedição do que ocorreu nosJogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio em 1964, quando o país exibiu o trem-bala, algo que se tornaria uma marca do progresso no país. Para 2021, os olhos do mundo devem se voltar aos robôs e à Internet das Coisas, duas tecnologias que permeiam a cultura japonesa de inovação.

Ainda que a pandemia impeça a ida do público, Tóquio espera receber 11 mil atletas e mais de 4 mil paratletas de 206 países diferentes. Tal êxito exige um planejamento minucioso dos serviços de transporte. Por isso sensores acoplados em bondes, ônibus e trens coletam dados, identificam pontos fracos e apontam onde e quando uma manutenção é necessária. Todas as comunicações são feitas em tempo real para que não haja atrasos ou imprevistos.

Nos aeroportos, os atletas e turistas serão recepcionados por um robô do Haneda Robotics Lab, que serve como guia multilíngue e pode, em poucas frases, tirar dúvidas logísticas dos visitantes. O mesmo robô é capaz de escanear malas e recipientes e, caso encontre algo suspeito, informa as autoridades. Ele faz parte de uma gama de robôs que, além de trazerem entretenimento, são úteis para um melhor funcionamento do evento.

+ Conheça também os robôs que estão ajudando a transformar o setor educacional japonês.

Pelos estádios, as atrações robóticas são os Field Support Robot (FSR), que colaborarão com os voluntários dos jogos ao recolher objetos como dardos bolas. Há previsão também de robôs que ajudam pessoas e atletas com necessidades especiais, os Human Support Robot (HSR), que podem guiar seres humanos e até carregar objetos leves.

Como não podia deixar de ser, os robôs e a alta tecnologia também serão os principais aliados para garantir a segurança, física e virtual, dos participantes. Além dos robôs que monitoram o centro olímpico, o Japão terá uma enorme estrutura baseada em inteligência artificial. O sistema de larga escala, integrado com câmeras e drones espalhados pela cidade, poderá reconhecer centenas de milhares de rostos ao mesmo tempo.

Outra novidade nesse campo é o escaneamento de multidões da Panasonic. A tecnologia usa dados das câmeras acopladas em carros de polícia e analisa movimentos de grandes multidões com a intenção de ajudar na mobilidade e, também, na identificação de comportamentos suspeitos. O recurso deve ser usado em combinação com um software da empresa de segurança ALSOK que mapeia expressões faciais de agressão e ansiedade.

No campo da segurança virtual, algo bastante importante em tempos de restrições de contatos físicos, o Japão inovou na contratação de 220 hackerscapazes de garantir a proteção dos dados e das comunicações do evento. A preocupação é justificável pelo número de incidentes cibernéticos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos mais recentes: em 2016, houve 4,2 milhões tentativas de ataques virtuais na estrutura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A tecnologia também ajudará no restabelecimento de energia caso ocorra algum desastre natural. Em 2011, terremotos e tsunamis causaram muitas quedas de energia no país, o que motivou as autoridades a criarem uma tecnologia de distribuição mais robusta e resiliente. Hoje o Japão conta com ferramentas inteligentes que medem os gastos e os fornecimentos de energia. Assim, o país otimiza o gasto energético e, de quebra, evita o desperdício. Nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, afinal, nada deve sair fora do planejado.

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