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Península de Shiretoko: O Ecossistema Mais Integrado do Planeta
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JHSP Online
16.11.2020

Península de Shiretoko: O Ecossistema Mais Integrado do Planeta

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16.11.2020

Visando a preservação e proteção de bens culturais e naturais, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) realiza um trabalho de identificação de lugares, saberes e costumes que desempenham papel de grande importância para a sociedade e sua História. Adotada a partir de 1972, a Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural é um marco regulatório internacional para a definição do conceito de patrimônio e estímulo para sua preservação.

*Foto por Naoki Ishikawa - Shiretoko Peninsula #27 | SHIRETOKO, JAPÃO 2017

Visando a preservação e proteção de bens culturais e naturais, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) realiza um trabalho de identificação de lugares, saberes e costumes que desempenham papel de grande importância para a sociedade e sua História. Adotada a partir de 1972, a Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural é um marco regulatório internacional para a definição do conceito de patrimônio e estímulo para sua preservação.

Uma lista contendo os patrimônios mundiais, sejam eles tangíveis ou imateriais, é atualizada anualmente por um comitê organizador com representantes de diversas nações. Esse grupo analisa novas manifestações e localidades elegíveis e também investiga aquelas cujo gerenciamento não está sendo adequado. Atualmente, a listagem reúne mais de mil heranças mundiais da humanidade.

Hoje, o Japão possui 23 localidades e aspectos de sua cultura reconhecidos e sob leis de proteção em escala global, sendo quatro deles bens naturais. Dentre essa última categoria está a Península de Shiretoko, que passou a integrar a lista em 2005. Localizada a nordeste de Hokkaido, a segunda maior ilha do arquipélago japonês e que se encontra mais ao norte, Shiretoko possui um dos ecossistemas mais bem integrados do planeta. Existe uma interação efetiva entre os ambientes marinho terrestre, altamente produtivos e potencializados pela formação sazonal de gelo na latitude mais baixa do hemisfério norte.

Nesse ambiente, há uma série de espécies animais nativas que correm perigo de extinção, como a coruja-pescadora de Blackston – a maior coruja do mundo – e a planta Viola kitamiana, do gênero das violetas. Além disso, é um local que desempenha grande importância para tipos de aves migratórias, espécies de peixe salmonídeo, alguns mamíferos, como é o caso do leão-marinho-de-steller (Eumetopias jubatus) e variedades de cetáceos. Quanto à flora, ainda existem áreas de vegetação virgens que refletem e se alteram de acordo com a complexa topografia e condições climáticas do local.

Em adição à sua importância natural, Shiretoko está atualmente representada no espaço físico da Japan House São Paulo em algumas das fotografias de Naoki Ishikawa na exposição Japonésia, em cartaz até o início de 2021. O artista mostra a paisagem fria e alva devido à neve e destaca a fauna, a vida urbana e a presença humana ali presentes. Um dos registros mais curiosos é o da chamada “Ryusui Walk”, uma caminhada no gelo na qual as pessoas andam à deriva pela península. Com roupas impermeáveis de mergulho, lançam-se entre as placas de gelo propositalmente a fim de sentirem em seus corpos o inverno severo de Shiretoko. Essa é uma atividade muito popular, valorizando a passagem do tempo das estações e suas peculiaridades.

Uma lista contendo os patrimônios mundiais, sejam eles tangíveis ou imateriais, é atualizada anualmente por um comitê organizador com representantes de diversas nações. Esse grupo analisa novas manifestações e localidades elegíveis e também investiga aquelas cujo gerenciamento não está sendo adequado. Atualmente, a listagem reúne mais de mil heranças mundiais da humanidade.

Hoje, o Japão possui 23 localidades e aspectos de sua cultura reconhecidos e sob leis de proteção em escala global, sendo quatro deles bens naturais. Dentre essa última categoria está a Península de Shiretoko, que passou a integrar a lista em 2005. Localizada a nordeste de Hokkaido, a segunda maior ilha do arquipélago japonês e que se encontra mais ao norte, Shiretoko possui um dos ecossistemas mais bem integrados do planeta. Existe uma interação efetiva entre os ambientes marinho terrestre, altamente produtivos e potencializados pela formação sazonal de gelo na latitude mais baixa do hemisfério norte.

Nesse ambiente, há uma série de espécies animais nativas que correm perigo de extinção, como a coruja-pescadora de Blackston – a maior coruja do mundo – e a planta Viola kitamiana, do gênero das violetas. Além disso, é um local que desempenha grande importância para tipos de aves migratórias, espécies de peixe salmonídeo, alguns mamíferos, como é o caso do leão-marinho-de-steller (Eumetopias jubatus) e variedades de cetáceos. Quanto à flora, ainda existem áreas de vegetação virgens que refletem e se alteram de acordo com a complexa topografia e condições climáticas do local.

Em adição à sua importância natural, Shiretoko está atualmente representada no espaço físico da Japan House São Paulo em algumas das fotografias de Naoki Ishikawa na exposição Japonésia, em cartaz até o início de 2021. O artista mostra a paisagem fria e alva devido à neve e destaca a fauna, a vida urbana e a presença humana ali presentes. Um dos registros mais curiosos é o da chamada “Ryusui Walk”, uma caminhada no gelo na qual as pessoas andam à deriva pela península. Com roupas impermeáveis de mergulho, lançam-se entre as placas de gelo propositalmente a fim de sentirem em seus corpos o inverno severo de Shiretoko. Essa é uma atividade muito popular, valorizando a passagem do tempo das estações e suas peculiaridades.

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